
Nona posição na geral individual para Flávio Gomes, o melhor classificado da Maia-Bike Team na 18ª Volta a Portugal do Futuro prova conquistada pelo russo Alexander Ryabkin
Flávio Gomes foi o elemento da Maia-Bike Team melhor classificado na 18ª Volta a Portugal do Futuro que, da Anadia a Reguengos de Monsaraz, juntou o pelotão nacional sub-23 e algumas das melhores equipas espanholas do escalão para uma competição de seis dias.
Apresentando um percurso bem mais rolante que a anterior edição, a equipa maiata depositava confiança nos seus corredores sendo que Fábio Palma e Sandro Pinto suportariam a pressão de liderar a equipa a um bom resultado. Se o percurso não ajudou os dois trepadores da equipa, foi Flávio Gomes, um rolador, quem melhor deu conta do recado na classificação final conquistando o nono lugar, a 3m07s do vencedor.
Para Flávio Gomes brilhar foi necessário fazer uma corrida de recuperação após a conquista da amarela pelo russo Alexander Ryabkin no primeiro dia, a caminho de Águeda. Uma fuga que surpreendeu todos os favoritos e instalou no final da primeira etapa, com 133,7 quilómetros, o corredor de Leste na liderança.
Enquanto Ryabkin não mais seria destronado, no dia seguinte, foi a vez da “resposta portuguesa” que lançou uma fuga de 17 elementos a caminho de Pombal. O objectivo foi conseguido – Casimiro Oliveira foi quarto nessa etapa – e o director-desportivo da Maia-Bike Team passou a ter uma melhor colocação dos seus homens na geral, com destaque para Flávio Gomes que entrou directamente para o “top-ten” da geral. Na subida ao Montejunto, na terceira etapa da prova, discutia-se a geral em reduto de trepadores. Num terreno em que não era o seu e com o apoio dos companheiros de equipa, Flávio Gomes trepou a selectiva montanha da região do Oeste na 11ª posição, salvaguardando as opções maiatas numa corrida à geral muito bem defendida pela equipa do líder, a Caja Rural.
Já no Alentejo, a vila de Redondo, foi palco de recepção da quarta etapa, a mais extensa da prova, com 169 quilómetros. O jovem corredor Pedro Paulinho sagrou-se o vencedor de um sprint no qual Casimiro Oliveira obteve o melhor resultado individual numa etapa, a terceira posição, logo atrás o campeão nacional Marco Coelho.
Por fim, em Reguengos de Monsaraz e, pelo segundo dia consecutivo, debaixo de um tórrido calor, foi a vez de Fábio Silvestre ser o mais rápido ao passo que Diogo Silva, na 13ª posição, foi o melhor classificado da Maia-Bike Team na classificação do último dia de prova.
Na geral individual e após a vitória sem contestação do russo Alexander Ryabkin, o nono lugar de Flávio Gomes permanecerá valorizado pela extraordinária recuperação do atleta natural de Barcelos após a grave queda sofrida – luxação e tempo previsto de paragem de seis semanas – na Volta ao Minho e que quase ameaçou a sua participação na “Volta do Futuro”. Demonstrando uma tenacidade que tinha revelado a espaços ao longo da época 2010, o jovem talento maiato foi ainda uma agradável surpresa na montanha tendo revelado dotes de trepador na escalada do Montejunto.
Apesar de uma prestação global que cumpriu os objectivos de lutar pelas primeiras posições da geral individual e que se saldou com o quinto lugar na classificação por equipas entre 10 formações classificadas, Paulo Couto reconhece que a ambição foi maior do que o resultado:
“Não foi a prestação desejada. O nosso chefe de fila acusou o desgaste da época e não conseguiu lutar pelos lugares cimeiros. Aquilo que me deixou satisfeito foi o sentido de entrega destes jovens que nunca baixaram os braços, mas, na verdade, em luta directa com as formações da Liberty Seguros/Sta. Maria da Feira, Aluvia-Valongo e ASC Vitória de Guimarães, não levamos vantagem uma vez que são formações com outro nível de orçamento. A Maia-Bike Team esteve na estrada e muitos foram os que nos reconheceram e apoiaram mesmo fora do concelho ”, reconheceu.
CLASSIFICAÇÕES COMPLETAS EM: http://www.pad.pt/2010/VoltaVPF/index.php